domingo, 1 de setembro de 2013

os moços da Azambuja

Quem são os nossos donos?

Alguém tem de controlar este circo que se chama Portugal! Temos palhaços e acrobatas, mágicos e malabaristas, feras (literalmente) e domadores de animais. E aparentemente não existem coincidências, apenas planeamento e sistematização, não incompetência como insistentemente os media nos querem fazer crer.
Este ano, tal como acontece desde 1954, mais uma vez o clube bilderberg reuniu de 6 a 9 de Junho, e o local escolhido foi Hertfordshire, no Reino Unido. Para quem não sabe, não se trata dum clube de golf ou uma coletividade de reformados que se juntam para jogar às cartas, mas uma conferencia secreta que supostamente reforça o diálogo entre a Europa e os Estados Unidos. Um think tank!
Reúne anualmente entre 120 a 150 personalidades politicas e "barões" da indústria, finança, mundo universitário e, agora é que começa a ser interessante, jornalistas.
No entanto estas reuniões sempre foram mantidas bem longe do olhar da população e os media raramente as noticiaram e quando o fizeram, foi sempre com menções de rodapé. Estas reuniões, por regra, acontecem em hotéis que são totalmente reservados para este efeito, com acesso muito restrito e segurança que envolve serviços secretos.
No entanto, com o surgimento dos media alternativos na internet, as suas reuniões tem sido sujeitas a uma maior cobertura, trazendo para as luzes da mediatização o seu local e lista de participantes. Sabe-se e confirma-se que a estrutura da organização é constituída por um presidente (chairman) e uma comissão (steering committee) onde cada país tem um ou mais representantes. O representante Português é Francisco Balsemão, que tem o poder de propor até dois nomes por ano, para assistir às reuniões. Este tipo de reunião não teria interesse jornalístico? Porque será que não abrem os noticiários das 20H dos vários canais com esta notícia? Pelo menos a SIC, pois seria em direto e exclusivo, visto que o presidente do grupo que a controla, a Impresa, é uma espécie de representante nacional nesta organização.
Quem tem aspirações de poder, seja ele de que natureza for, é convidado para assistir, senão vejamos a lista de tugas presentes nos últimos anos, sempre com a presença assídua de Balsemão:
2013
Paulo Portas (o irrevogável)
António José Seguro (estamos feitos…)

2012
Luis Amado (Banif)
Jorge Moreira da Silva (um dos novos ministros da ultima remodelação)
2011
Clara Ferreira Alves (a do eixo do mal… será que já discutiu o tema no programa?)
António Ferreira Leite (dizia no ano passado que emigrava se os impostos aumentassem novamente… enfim)
2010
Paulo Rangel (deputado no parlamento europeu)
Fernando Teixeira dos Santos (ministro das finanças de Sócrates)
2009
Manuel Pinho (o dos corninhos na AR)
Manuela Ferreira Leite (dispensa apresentações)
2008
António Costa (camara de Lisboa)
Rui Rio (camara do Porto)
2007
José M. Durão Barroso (sem comentários)
2006
João P. Aguiar-Branco (atual ministro da AI)
Augusto Santos Silva (ministro de Sócrates)
2005
José M. Durão Barroso
António Guterres (quem não se lembra…)
Nuno Morais Sarmento ( o da RTP)
2004
 Pedro Santana Lopes (quem não se lembra 2.0)
José Sócrates (o estudante de filosofia)

A lista é esclarecedora. Falta referir que Portugal já recebeu uma reunião bilderberg que teve lugar em Sintra no ano de 1999. Alguém se lembra de alguma notícia acerca desta reunião, que reuniu a elite politica, financeira e industrial do mundo em terras lusas? O que foi discutido durante estas reuniões e com que objectivo? Ou no caso da reunião de Sintra, vieram só para ver monumentos e comer queijadas?
Mais um momento George Carlin acerca do tema. Nunca é demais ver um génio.



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Feijões e o Zé Maria e a bela e doce Missy

O que o Feijões sofre nas mãos (nos dentes) do Zé Maria


em nenhum lado se dorme tão bem como na cama da nossa dona



um raro momento de calmia

definitivamente, a cama é do Zé Maria (a dona que encolha as pernas)


Quem? Gordo, eu?
 Sossegadinhos, são mesmo uns amores


momento de pausa entre lutas e correrias

olá... que virá por aí?



COMIDA!!!!!!!!!!!

não consigo ver onde está a cabeça e o rabo, mas as unhas estão lindas




a Missy com 6 meses



a Missy, uma senhora já com 10 anos

A VOZ

A voz

Todos nós, maluquinhos, já teremos chegado - pelo menos uma vez na vida - àquele momento em que pensamos: "Talvez eu pudesse não ter visto este jogo ao vivo, em vez de...". Isto coloca-se, porque para nós, fanáticos, o clube está automaticamente à frente. Há um aniversário de um amigo, mas é um derby, portanto ele faz anos para o ano (já os derbies são só duas vezes por ano) e de certeza que ele vai compreender. Aliás, se não compreender é porque não nos conhece e não é mesmo nosso amigo.

O problema é que este tipo de decisão se torna mesmo automático e, com o passar dos anos, e já com muitos Benfica-Gil Vicente vistos - o suficiente para conseguir, apenas e só pelo momento do Benfica, praticamente adivinhar o que se vai passar em campo-, uma pessoa mantém o automatismo de preferir o clube, mas questiona-se mais vezes e mais facilmente.

Começo a escrever-vos assim porque eu no domingo obriguei a minha família a almoçar mais cedo, sacrifiquei uma tarde com a minha irmã, mãe, cunhado, irmão e sobrinha mais nova (que podia ser passada numa praia algarvia, é importante sublinhar) porque tinha que vir mais cedo para Lisboa. Porque estava de urgência? Porque tinha trabalhos para fazer? Porque vinha ver outros familiares ou amigos? Não, porque jogava o Benfica. Pior, esta decisão foi rapidamente apoiada pela C., não por minha causa, mas porque a seguir jogava o clube dela (aquele de riscas, que devia acabar).

Assim, em pleno Estádio da Luz, perto dos 85 minutos, com a iminente segunda derrota consecutiva a chegar e um nihilismo suicida a tomar conta de mim, uma voz - tímida, mas nítida - ousou dizer no meu cérebro: "Talvez tivesse sido melhor ter ficado em Faro", enquanto a minha cabeça batia devagar e repetidamente na cadeira da frente. Era uma voz que, apesar de clara pela primeira vez, era minha conhecida. 

Foi ela que eu já ouvi, vezes sem conta, mas muito ao fundo e com muito ruído à volta (BENFICA! BENFICA! BENFICA!) quando disse já mais vezes do que consigo contar à minha mãe que não ia visitá-la e à família porque "este fim-de-semana jogamos sábado e é importante" (como se alguma vez não fosse). Foi essa voz que eu ouvi quando acordava às cinco da manhã para estudar só para não ter problemas de consciência em ir à bola com uma oral no dia a seguir. Era essa voz que me devia ter impedido de dizer ao meu pai: "Então tu marcas o jantar dos teus 50 anos para um sábado em que o Benfica joga?", passando por cima do facto de toda a família e amigos terem viajado nesse dia só para jantar connosco. Era essa voz que me devia recordar que a 16 de Março de 2005 tive uma noite épica de copos com irmãos, primos e amigos e não que foi a noite em que ganhámos 0-2 ao Setúbal, golos do Simão e Manuel Fernandes, vitória fundamental para o título.

A maior discussão que tive assim, dentro de mim, foi quando a C. foi operada. O Benfica recebia o Zenit, nos oitavos-de-final da Champions, depois de ter perdido 3-2 fora. A C. ia ser operada - cúmulo das provocações! - no Hospital da Luz. Ora, segundo a hora da operação - do interesse do próprio cirurgião e anestesista, que acabaram por ir à Luz (grandes!)-, tudo estava cronometrado ao segundo para eu ver a C. sair do bloco, perguntar se tudo tinha corrido bem, telefonar a toda a gente e correr para o meu lugar (comprei bilhete e tudo), ver o Benfica e depois voltar para ver finalmente a C. sem estar zonza da anestesia. 

Tudo isto estava a correr bem, até que eu, pela primeira vez, vacilei e não consegui deixá-la. Confesso que tenho algum orgulho nisto - foi a primeira vez que a humanidade ganhou ao hooligan - mas também admito que não foi uma vitória limpa, porque vi o jogo ao lado dela, mas um bocado lixado por ela nem sequer estar acordada e a dizer: "TU ÉS O MELHOR NAMORADO DO MUNDO" a cada dois segundos, que era o que eu merecia (a única vez que ela acordou foi para perguntar: "Quanto está o Zenit?" Nem Benfica disse, porra).

Ora, no domingo, a depressão invadia-me a um nível tal que cheguei a achar possível que a razão - era dela, a voz - pudesse finalmente tomar conta de mim. Seria um passo para a vida adulta, para os comportamentos socialmente aceites. Finalmente saberia dizer, sem ter de ir ao google, que países fazem fronteira com a Alemanha, em vez de saber todos os estádios onde foram disputadas as finais da Liga dos Campeões de 2013 para 1984 de cor. Mas, felizmente, o Benfica salvou-me. Markovic e Lima impediram-me, aos 29 anos, de escolher o lado da normalidade. E, de braços abertos, berrando loucamente nem sei o quê, festejei mais uma tarde que não passei com as pessoas que eu mais adoro no mundo.

Este texto é para essas pessoas. As que adoro tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, que, um dia, vou gostar tanto delas como do Benfica.

in Lá Em Casa Mando Eu

domingo, 18 de agosto de 2013

Cenas do meu desassossego

sem comentários

ai Zé Maria, voltas para o tubo e escape. voltas!

tão calminho que 'isto' era, diz a Missy

dona, não me devolvas ao tubo de escape... ó p'ra mim tão sossegadinho

como se dorme bem em cima do Feijões...

mas onde se dorme mesmo bem é na cama da dona!


domingo, 11 de agosto de 2013

MARIA OU ZÉ MARIA, that's the question

a dúvida persiste, as opiniões divergem
mas o desassossego instalou-se

que raio de coisa está ela a comer?


ela 'tá a educar-me mesmo bem, tá

vamos lá então chatear o Feijões

adoro morder as patas do gordo

caraças, pá,  tu acalma-te, Feijões, olha que eu sou pequenina ou pequenino, sei lá... também já era hora de eles se decidirem

e é hora de sermos amiguinhos, 'bora lá fazer uma boa soneca